Do céu ao...

Pra quem reclamou do tamanho do vídeo e da falta de palavras na postagem anterior, esse vídeo é mais curto e têm algumas palavras além do título :-)

2012 foi o ano em que completei o maior desafio da minha vida esportiva. um misto de sonho realizado e sensação de dever cumprido.

Alguns poucos meses depois, me recuperando de um atropelamento enquanto "tentava" voltar aos treinos, me encontro numa espécie de "limbo". Procurando aquela vontade e aquela paixão. Não, o amor pela magrela não acabou, mas as coisas andam bem complicadas, e cada dia que passa sinto mais e mais saudades desses "dias de insanidade"



"On the descent to Nice, I realized I have accomplished the biggest challenge in my life"
Luis Otavio Duarte
Rider #335 (BRA)

LODD

Why are you here?


Comecei a escrever um pouco no avião na viagem SP-Geneve... Alguma coisa falando da preparação e o que me levou a essa prova. Depois perdi o interesse, mesmo porque ia ter muita parte técnica e muitos “porque’s” que ainda não estavam claros para mim.

Aí veio a prova... começaram as etapas, dia após dia as coisas foram acontecendo. Tentei registrar um pouco da emoção no meu twitter e facebook, como se fosse um “flash” instantâneo do primeiro resumo que vinha na minha cabeça após cada etapa. Escrever sobre isso ia acabar refletindo somente a euforia do momento, que era MUITA!

Hoje, dois dias depois de terminada essa enorme viagem, no trem rumo a Milão as idéias começaram a se acomodar... não sei se vai ser publicável, se vai fazer sentido pra alguém que não seja eu mesmo, e se as paisagens ao longo do caminho vão permitir uma seqüência lógica. Mas eu preciso arquivar essas idéias em algum lugar.

A pergunta acima, ficou martelando na minha cabeça a semana inteira, e a cada dia que passava ela parecia mais complicada de ser respondida.

Dia 18 de agosto, Sábado, estava na “Race Village” em Geneve. Logo após retirar o meu kit, estava apreciando a paisagem do lago, do jato d’água e o Mont Blanc ao fundo quando escutei meu nome ser dito pelo mestre de cerimônia no meio de um monte de palavras em Frances – fiquei preocupado que algo estivesse errado e corri no palco perguntar o que tinha acontecido.

“Vocês me chamaram?” perguntei?  “alguma coisa errada?”

“Você é o Luis Otavio Duarte? “ respondeu ele já emendando “Você acaba de ficar famoso” em tom de brincadeira.

Eles estavam falando alguns nomes e nacionalidades inscritos na prova aleatoriamente e o meu calhou de aparecer bem na hora que eu estava por perto.

“Sobe aqui, falou ele” em Frances e traduzido pela companheira dele em inglês.

Subi, e uma série  de perguntas começaram...

“Brazil? Como é treinar por lá? O que você espera da prova??” e por aí vai. Mas no meio da conversa, uma pergunta me pegou desprevenido:

“Porque você está aqui?”

Eu sei que parece óbvio. Eu amo bicicleta, fã do ciclismo, morria de vontade de pedalar onde os grandes mitos nasceram... Mas ela foi muito mais fundo. Desafio? Ahhhh.... com certeza é um motivo, mas seria ele o principal? Quantas insanidades eu já cometi com essa justificativa? Maratona, Ironman, 12h de ciclismo... Sempre somos movidos por desafios, em cada aspecto das nossas vidas...

Mas dessa vez, “desafio” não foi suficiente pra cobrir o vazio.

Durante os últimos 6 meses, eu queria estar ali. Eu treinei pra estar ali. Mais uma vez, eu esculhambei demais a família toda pra poder estar ali. Abri mão de muitas coisa para estar ali.

Mas porque?

Aquilo era ciclismo. Sim, mas não era minha praia. Embora eu tenha treinado subidas, melhorado muito nesse quesito. Perdido peso... Eu ainda estava longe de ser um atleta desse tipo de prova. E isso ficou claro no dia anterior a prova, ainda em Geneve, no briefing da prova.

Mas aquele tipo de ciclismo, foi o que me trouxe para o esporte. Ter a oportunidade de subir aquelas montanhas míticas, ombro a ombro nem que fosse com mais um ciclista, nem que fosse disputando a última posição da prova pra mim siginificava, por um momento me ver como os “grandes”. E isso pra mim passou a bastar. Passou a valer todo o treinamento, toda abdicação, todo o sofrimento.

A EUFORIA de estar no meio de um pelotão, passando pelas pequenas ruas de cidadelas francesas, e subir ombro a ombro num pelotão até que grande os 9 quilômetros do Col de Romme (primeira das 19 montanhas da semana) foi o primeiro sinal do “porque” eu estava ali.

Lágrimas escorreram do meu rosto. Uma emoção que até agora eu não consegui traduzir em palavras. Um sonho virando realidade.

As etapas se desenrolaram, dia após dia. O cansaço acumulou. Seguiram-se dias de muito mais euforia, dias de dor, dias de medo, dias de respeito, dias de muito aprendizado... dias de HUMILDADE.

Todo dia eu escrevi um pouco sobre cada etapa, publiquei meus dados. Tenho tudo guardado e, muito provavelmente, depois das minhas férias vou acabar colocando isso em ordem aqui.

Por enquanto o sentimento que fica, e que eu quero passar é o de REALIZAÇÃO PESSOAL.

E antes que me perguntem – e já me perguntaram – eu sei que ainda é cedo, mas NÃO... Eu não pretendo fazer essa prova de novo...

Eu sei que as coisas mudam. Mas hoje, o sentimento que eu tenho é de que eu não quero que uma segunda experiência possa apagar a primeira. Ou até mesmo estragar...

Estou realizado plenamente com a prova, com o esforço que eu coloquei, com o que eu me dediquei e não quero que uma 2a experiência, junto com expectativa de melhora (ou piora) possa arriscar isso. Pra mim, esse é um daqueles momentos da vida que eu queria congelar. Mas já que não é possível, vou fazer de tudo pra que ele permaneça assim. Ao invés de “meu primeiro Haute Route” vou me referir a “MEU HAUTE ROUTE”.

Essa merece...

Ser compartilhada... Vista e revista!

Duas cameras "on board" e telemetria num Crono por equipes. Pra quem (como eu) gosta de viajar em números, tem muita coisa boa pra analisar e aprender.

E como disse meu brother Dani Betito, podiam colocar algo parecido num Tour, Vuleta ou Giro, né?



LODD

#335

E bateu aquele frio na espinha... Pior do que quando eu me inscrevi pro meu primeiro IM!


Dear Luis,

We are pleased to confirm that we have now received all required documents for your Haute Route 2012 registration, as well as your full payment.

Your registration is now final for the Haute Route 2012. 

Your bib number is 335.

Please keep this email. You will need to print it out and bring it to the Village in Geneva, in order to receive your bib on Saturday 18th August 2012. The exact address and the opening hours of the Village will be confirmed later.

Going forward we will send you regular updates via e-mail to help you prepare your participation in the Haute Route. We will also send you a road-book in the weeks leading up to the Haute Route departure.

Thank you for your support of the event and we look forward to welcoming you in Geneva on 18th August 2012.

For now, best wishes for your training!

Véronique 

Véronique Joseph
Customer Service Manager

Já não sei mais se luto... ou se continuo de luto!

Era pra ser com certeza uma semana cheia de histórias e estórias pra contar e relembrar...

Após um dos finais de semanas mais bacanas em cima da bike com o início do projeto das serras do Brasil, esses com certeza seriam dias de descanso e de lavar a alma.

Incrível é que os prazeres que o esporte nos traz, esse país miserável nos tira muito mais rápido.

No domingo, ainda nas serras gaúchas recebemos a triste notícia do 1o assassinato da semana - um motorista embriagado tirou a vida de um ciclista em Floripa, terra do IM... Mesmo que fosse a terra do comando vermelho, isso não seria aceitável. Pelo simples fato de não ter sido o primeiro e nem o último (como viríamos descobrir apenas 3 dias depois)



Na terça-feira um grande atleta aqui da região teve MUITO mais sorte ao ser fechado por um inconsequente que estava brincando com a sua "máquina de destruição de massa... e ossos... e vidas..."

Graças a Deus o Bruno (Lemão) escapou somente com um braço quebrado! Mas a revolta com certeza continua em nossos sentimentos! Espero que isso não atrapalhe a grande trajetória dele esse ano na preparação pro IM!

E hoje, mais um horror! Mais um assassinato a sangue frio! Mais uma ação de um "cidadão" fruto de um país sem leis, ou com leis que não fazem a menor diferença...

É triste de ler, muito mais de compartilhar... Mas o momento de passividade já passou faz tempo.

Acredito ser essa a hora de começarmos a fazer alguma coisa, nem que seja - parafraseando a amiga Vivi de Curitiba - que "tenhamos que virar Yorkshires para termos alguma atenção da mídia ou das autoridades".


Ciclista morre atropelado por caminhão durante treino na BR-277


O Luto continua enquanto a luta começa!

Meus pêsames à todos nós

LODD

Definitely... No comments!



Ok... maybe just "a couple":

Treinos estão indo muito bem, embora ainda esteja só fazendo base...

Definitivamente ainda preciso perder alguns quilos...

A base ta sendo muito boa, não vejo a hora de começar a fazer força...

A hora que eu perder esses quilos "extra" minha velocidade de subida vai estar na casa do 1500m/h e minha relação peso x potência perto do ideal...

Comprei um par novo de rodas de carbono que são insanas de leves...

Meu novo quadro é super rígido...

Embora eu não seja sprintista, posso sentir que ele transfere força como nenhum outro...

Ah, também comprei um par novo de pedais que são histericamente firmes, impressionante como transfere potência...

O novo grupo eletrônico é o máximo! troca super precisa, rápida e suave. Até parece um carro automático...

Tem também um novo jogo de pedivela / corrente que transfere tanta força que até parece Cardan...

Era melhor ter ficado no "no comments" mesmo :-D

Bons treinos a todos, e menos papo!

LODD

Última etapa do TT Vélotech



Ontem aconteceu em Holambra a 4a e última etapa do TT Vélotech 2011. Infelizmente, devido ao acidente esta foi só a 2a vez que pude participar - mas ano que vem, se Deus quiser estarei garantido em todas as etapas!

Foi também meu primeiro esforço "pra valer" em cima da bike de contra relógio.

Foi uma semana VIOLENTA de treinos. Pegou exatamente um bloco de muito volume de base e alguma intensidade. Mesmo tendo acumulado 750km de pedal durante a semana, cheguei na prova pronto pra dar o máximo - O engraçado desses blocos de muito volume é que as vezes você acorda se sentindo um lixo, mas basta subir na bike e "brigar" nos primeiros 30min que tudo se encaixa...



Ontem foi um dia desses... Como parte do plano de treino, saímos pedalando de Vinhedo para Holambra (65km) Eu, Aninha, Fred e Marcão - E foi assim, depois de uns 30 min tava tudo em "automático" e rodando.

Chegamos em Holambra ainda com um tempo para alguns últimos acertos (e troca de bike no meu caso que ainda não consigo ficar muito tempo na bike de TT sem a musculatura do pescoço chiar)



Não sei não, mas essa foi de longe a etapa mais forte de todas... Estavam alinhados pra largada os melhores "animais" da região.. Ciro Violin, Bruno Lemão (vencedor das 2 primeiras etapas), Dani Betitto, Marcão, Cassiano, além do atualmente imbatível Antônio (campeão da última etapa)... Mas sempre com aquele clima de "treinão entre amigos" que marcou todos os eventos deste ano!

Lógico que a hora que deu a largada a cobra fumou! Concentração total e foco, porque alí ninguém ia brincar em serviço - E não deu outra... foi a etapa mais embolada pra cronometragem, com colocações no pódio sendo decididas num único segundo. Contra Relógio digno de voltas! Muito bom, muito consistente e muito forte!

Eu? Bom, fiz o meu melhor tanto física como taticamente! Mas ainda não foi suficiente pra desbancar o favorito Antônio. Cheguei 30s atras dele, mas MUITÍSSIMO feliz com o meu desempenho e aquela sensação de estar de volta em forma!

Cassiano, companheiro de treinos ficou com um terceiro lugar embolado entre o Lemão e o Ciro. Realmente, essa foi uma daquelas provas decididas nos "detalhes" e porenquanto, o Antônio está acertando mais esses "detalhes" do que todos nós! Grande atleta (que descobri vai ser companneiro de empreitada nos alpes em agosto do ano que vem - MUITO BOM!) e merecedor das vitórias... Estão todos de parabéns!



Pra finalizar a semana insandecida de treinos, voltei de Holambra pra Vinhedo sendo castigado pelo Marcão (tá bravo comigo? rsrs) sol, calor, vento, chuva... Mas REALIZADO!

Obrigado ao Pipo (Véloetch), Waguinho (MundoTri), Ana Borba, Ana Oliva (Lauf) e Power3 por tornarem esse evento possível!
_______________________________________________________________________

Uma comparação interessante:

Etapa passada, como ainda não podia ficar apoioado no ombro, fiz com a bike AeroRoad (tubos aeros, mas posição clássica de ciclismo) - num dia sem vento, precisei de 355w para manter pouco acima dos 40kph.

Ontem, de bike de TT (mesmos tubos aeros, mas geometria e posição aerodinâmica) - cansado da semana, não consegui manter mais que 340w o que num dia de muito vento renderam 42kph.

Uma dica importante que fica aqui (e talvez mais pra frente faça um post com alguns outros números comparando isso) é que antes de você gastar milhates de reais por causa daquele "pentelhésimo" a menos de arrasto aerodinâmico que aquele super quadro novo promete, talves seja muito mais interessante gastar algumas dezenas de reais e arrumar sua posição em cima da bike!

Abs

LODD

Free Speed

Eu não sou muito fã dessa terminologia. No ciclismo nada é "free", e quanto mais "free speed" é alegado mais caro as coisas costumam custar!

Mas eu acredito cegamente que, depois de treino e "hard work" existem alguns atalhos que podem ser comprados para se ganhar velocidade (nada relacionado à dopping pelo amor de Deus, hein?).

Rodas, pneus, capacetes, um bom bike fit... tudo isso entra na lista.

Mas graças ao Blog do Max, me deparei com mais um grande investimento para provas de CRI e de triathlons de longa distância.

Essa idéia da CamelBak já tinha sido "desenvolvida" por alguns ciclistas e talvez o mais "ilustre" deles foi o próprio Andy Coggan (pai do treino com powermeter) quando postou uma foto dele a anos atrás num CRI em que ele usava um CamelBak por baixo do macaquinho de ciclismo... Juro que procurei a discussão sobre o tema pra citar números, pois ele alegava ganhos aerodinâmicos com a passagem do ar pelo capacete emendando nas costas. Mas não achei.

De qualquer jeito, no vídeo fica claro que essas vantagens existem.



A única dúvida que eu tinha era se isso seria "UCI legal" mas o fato da Garmin-Cervélo estar usando, e ter usado em provas praticamente acaba com a minha "questão"

LODD

Causa Nobre

Já está sendo amplamente divulgado, mas nunca é demais!

Iniciativas como essa merecem... Parabéns antecipado ao Lemão e ao Lelé


24 horas por Campinas from WHCvideo on Vimeo.


Estaremos lá!

Grávido!


É assim que eu me sinto. De hoje a nove meses, se Deus quiser estarei completando a prova mais incrível em que eu já me “meti”.


Haute Route é um prova de ciclismo em 7 etapas que cruzará 780km de Geneve na Suíça à Nice na França. Com 21000 metros de subidas acumulados pelo percurso, a prova visitará a maioria das míticas montanhas do Tour de France – Incluindo, uma crono-escalada no Alp d’Huez na 4a etapa.


A primeira batalha, de conseguir se inscrever já foi vencida e com a ajuda muito importante de amigos especiais, diga-se de passagem. As 400 (de um total de 500) vagas da prova voaram assim que foram abertas as inscrições. Este é o segundo ano da prova, que pelo visto foi um sucesso já na primeira “empreitada”.

A estrutura fornecida pela organização é impressionante. Eles fornecem tudo, desde a hospedagem até alimentação (café da manhã antes da prova e janta após), passando por apoio mecânico, 1 moto no percurso pra cada 15 ciclistas, resgate, transporte de bagagens, etc..

Como se treina pra uma coisa dessas? Não tenho a menor idéia, mas tenho certeza que a melhor parte do processo vai ser descobrir como fazê-lo.

Embora eu seja um apaixonado por montanhas, serras, morros e etc.. não tenho o menor cacuete pra isso. Minha relação peso x potência é desfavorável, e as acelerações em percursos desse tipo costumam cobrar de mim, mais do que o normal. Mas eu adoro um desafio novo... E nada como um novo grande e motivador desafio pra dar novo sentido às coisas – Até retomar os treinos de corrida com mais afinco eu já fiz, já que correr é o que me traz de volta ao peso “normal” mais rapidamente.

Por falar em peso normal, eu nunca fui bom em ficar muito leve. Na maioria das vezes eu perco força (a ponto de não compensar a troca) e algumas vezes eu tendo a ficar com a resistência muito baixa – Não tem jeito, o fato de já ter pesado 130Kg não contribui. Meu limite de “saudável” (se é que pode se dizer isso do peso pré Ironman) é os 78-79Kg. Gostaria muitíssimo de conseguir chegar perto dos 75-76Kg sem “trocar” muita potência. Mas isso ainda vai ser assunto de discussão com minha nutricionista (consulta pro mês que vem ainda).

A programação pro ano que vem vai ser toda montada em torno deste objetivo. Até março ainda devo treinar como um “triatleta”, competir no GPExtreme e a partir daí esquecer a natação (que aliás ainda vai precisar ser lembrada de novo pra depois esquecida L) tentar me livrar de um pouco de peso desnecessário nos membros superiores, e corrida somente pra continuar manutenção e perda de peso.

Ainda tem o brasileiro de pista, e algumas outras provas de ciclismo que eu achar interessante. Alem disso, ainda no quesito “subidas” tem algumas cartas na manga.

Pra quem gosta de subir a serra de Campos, muito provavelmente nos encontraremos por lá!

LODD J

Retrato do esporte brasileiro???

Nem sei se vale a pena perder esses quase 6 minutos... o vídeo que segue embora seja de excelente conteúdo de reportagem é REPUGNANTE.

Se isso é um retrato do esporte no Brasil, é a foto de um borrão de merda!

Me desculpem o vocabulário, mas é REVOLTANTE!



LODD

11 Semanas depois...


Conforme programado, semana passada (ou retrasada, depende de quando você estiver lendo esse post) antes de embarcar pra férias eu refiz o teste de FT.

Mesmo protocolo do teste realizado no começo desse ciclo, com uma pequena variação no aquecimento.

O resultado foi além de bom. Todos os marcadores estavam na casa dos 20w mais altos. O pico de 5min ainda é fraco considerando o histórico, mas teve um ganho muito significativo se levar em consideração que nesse período não houve intenção, nem treinos específicos para esse fim.

O que mais me agradou foi o FT voltando a casa dos 330 e altos wats. Acima de 335w e perto dos 340w. Desta vez o teste foi bem mais "fácil" que da primeira vez, tanto que eu conegui apertar um pouco o rítmo nos últimos 4-5min, e se não levar em consideração o 1o minuto (de rampa) a potência ficou o tempo todo na casa dos 360w.

20+w é bastante ganho pra um período de menos de 3 meses. Pequena parte obviamente se deve ao meu histórico (claro que todo o tempo que eu já passei em cima da bike na vida tem que ter algum peso nessa história toda), mas mesmo assim, foi uma melhora além da esperada. Grande parte dela se deve ao fato de eu, em nenhum momento, ter feito "a mais" do que o programado... As vezes em que o treino parecia fácil e sem desafio, eu mantinha o plano. Nas outras que parecia pouco e podia ir mais, eu mantive o plano - Com certeza o fato de estar confinado ao rolo facilitou nesse aspecto - sem "turma", nem fatores externos pra inflacionar o rítmo!

Agora, após um "break" de 7 dias retorno para um segundo ciclo - como eu já havia comentado, focando muito mais na "base" e "endurance" do que nos treinos de limiares, o que talvez faça com que o FT fique estagnado por pelo menos mais um a dois meses. Mas é parte fundamental pra conseguir evolução. E, junto a isso, aproveitar os treinos mais longos e menos intensos pra perder "algumas arrobas" que eu ganhei no deorrer desses meses "intermináveis"!

Pra quem quiser ver, aqui o arquivo do teste da última quarta-feira.

Continuarei dando updates dos treinos aqui, mas como agora as coisas vão se mover mais "lenta e longamente" farei em espaços maiores também.

Abs

LODD

Ciclo que termina


Esta semana que passou encerrou-se o ciclo de retorno. Foram 11 semanas de treinos focados em retomar parte do condicionamento perdido. Encerrado com o objetivo mais do que alcançado!

Esta semana eu posso dizer que voltei a treinar de verdade. Treinos muito bons realizados na estrada. As intensidades específicas ainda estão (e vão continuar por mais uns 2 meses) sendo feitas indoor (e “in dor”) na “segurança” do rolo. Mas já consigo pedalar nas estrada com alguma confiança.

A evolução no FT ficou clara nas duas últimas semanas, as sessões de 2x20min todas feitas acima de 330w, uma sequencia de “hora da dor” com dois dias consecutivos acima dos 310w já eram indicadores fortes o suficiente pra saber que o FT subiu pelo menos 10w (dos “estimados” 320w há 3 meses para a certeza de pelo menos 330w essas últimas semanas)... Mas dois treinos de estrada essa semana deram a certeza que as coisas realmente mudaram, pra melhor e muito melhor do que o esperado:

Quinta-feira saí pra um treino com a Ana Borba depois de 4 dias seguidos de treinos de “intensidade”. O treino tinha 1 série de 20min no SST (pouco abaixo do FT) e mais duas de 10min no FT, a última acabou saindo acima dos 340w, e com as pernas e o coração inteiros!

Sábado foi a hora (ou horas) da verdade, treino com a galera do ciclismo liderado pelo meu grande amigo, mentor, tutor, que acabou de voltar vitorioso da Volta do Estado de São Paulo – Adriano Martins. Segundo ele ia ser um treino de volume, com um ritmo “sustentável” que ia totalizar umas 3h de pedal... Mas sabe como é, né? As coisas sempre saem um pouquinho diferente...

4h de pedal, perto de 130km e uma media de velocidade bem “civil”... Mas os número são muito mais cruéis quando: 1700m de ganho vertical, sendo que não me lembro de nenhuma subida de mais de 2km. 260w de potência normalizada pra uma VI de 1.36 – pra bom entendedor meia palavra basta, e quem treina com potência sabe o quanto de variação forte/fraco é isso. E mais, o quanto isso detona qualquer passista/contrarrelogista/triatleta. O resumo do treino foi “força morro acima, recupera morro a baixo” com alguns trechos de paceline ritmados. O fato de ter “operado”acima dos 80% durante 4 horas de pedal, num calor escaldante também é indicativo que “tudo melhorou”. E a certeza de que esse foi o treino mais duro do ano!

E a aula?

Eu sou um privilegiado de poder treinar “regularmente” com um ciclista como o Adriano. Só o fato de assistir ele pedalando já é uma aula de ciclismo, poder trocar idéias e ouvir as dicas dele então... Obrigado DEMAIS!

Lógico, como planejado essa semana eu re-testo, mas já com meus olhos num FT realista na casa dos 335w... Vou tirar segunda e terça pra dar uma “chacoalhada” e testo na quarta-feira antes de tirar uma semana com a patroa.
E depois? Bom... espero desta vez não perder tudo de novo nessa semana parado. Como brilhantemente disse o Felipe Amante por email esses dias: “Esse negócio de FTP é f... parece disfunção erétil... difícil de subir e, bobeou caiu!” genial. Assim como a resposta do Max “Se você publica isso vai ter gente tomando Viagra pra pedalar” hahahaha. Ta avisado, cuidado extra no pelotão a partir de agora J

Para o retorno, o próximo ciclo vai ser mais focado nos treinos longos. Primeiro porque a “duração” já começou a ser limitação, deixando clara a falta de base – felizmente o histórico me favorece nesse aspecto e acho que em um mês, bem focado a coisa retorna pelo menos 90%. Segundo e mais importante, eu preciso perder o “muito” peso que ganhei no período “off”, e só consigo fazer isso com segurança em treinos longos e menos intensos. Ainda vou manter os treinos de limiar de uma a duas vezes por semana nesse tempo como manutenção.

Resumo da última semana:

segunda-feira: Dobradinha da “hora da dor” repetindo o treino do domingo

terça-feira: Estrada com o Betito, de roda no polimento dele pro troféu. Bom treino e com alguma intensidade muito bem aplicada.

quarta-feira: Puro treino de Vo2, 6x 4min de 110 a 120% do FT com 4min de recuperação. Terminei com alguns número bem animadores, mas achando que não treinaria de jeito nenhum na quinta.

quinta-feira:  70km de estrada com um tiro de 20min 90% e dois tiros de 10min no FT, terminando com o melhor 10min da atual fase.

sexta-feira: OFF mais do que necessário

sábado: Group Ride. 4h de tudo, num percurso novo e bem duro.

Domingo: 3h leve, base pura em Romeiros.

Totalizando com 13h de treinos, 850TSS e querendo mais!

LODD J

No "decorrer do período"


Semana passada me bateu uma vontade de levantar um histórico da minha evolução durante os anos de treinamento com potência. Aproveitei um tempinho “livre” e fui buscar nos arquivos do WKO+ meus “bests” de cada temporada, e fiz uma tabela comparando os picos em treino de 5min, 20min e 1h com meu melhor FT pra cada ano.

*os picos de 20min e 1h são relativos a potência normalizada e muitas vezes são obtidos em treinos intervalados, provas de pelotão ou motopace. Já os de 5min são medias diretas, já que há erro ao se “normalizar” intervalos tão curtos.

Algumas coisas bem legais (outras não) apareceram só de olhar para os números da tabela:

-  Eu comprei meu 1o powermeter no final de 2003, e como eu já relatei aqui passei pelo menos 2 anos olhando para os números sem entender muito. Da pra perceber pelos números que só a partir de 2006 eu comecei a brincar pra valer com ele.
- 2005, 2008 e 2011 foram os anos que eu fiz Ironman, e os picos de 60min mais significativos foram nesses anos. E o mais engraçado é que aconteceram pouco depois da prova. Uma mistura de alto condicionamento aeróbio aliado ao longo período de recuperação que eu sempre me “dou” depois de um IM?!?
- O melhor 5min foi em 2010 e destoa do resto. Foi o ano que eu treinei pra valer para o brasileiro de perseguição. Também foi minha melhor performance nessa prova por MUITO. Infelizmente não tenho os números do dia “D”, primeiro porque não tenho powermeter na bike de pista mas também porque durou menos de 5min J
- Outra coisa interessante sobre esse foco de 2010 é que isso não se aplicou ao FT.
- 2007 para 2008 foi a melhor evolução que eu tive. Se deu logo após o período que eu passei “só” no ciclismo (2006/2007)
- E como eu já sabia, um belo plateau de 2009 em diante.

Ainda tem um monte de coisas pra tirar de uma análise mais detalhada desses números. Por isso uma dica pra quem está começando treinar com potência (ou vai começar agora): Guardem TODOS os arquivos! Isso vale ouro...

Semana de treinos:

Essa semana foi a 1a de duas semanas bem puxadas antes de um break (é... vou sair de férias com a patroa J), que eu pretendo chegar no limite, recuperar pra poder fazer um último teste antes de viajar.

Foi também a primeira semana que eu saí com regularidade pra fazer treinos na estrada... três vezes! A intensidade ainda tem que ficar para os treinos indoor, pra não forçar nem arriscar a lenta progressão do ombro, mas mesmo assim consegui um novo pico de 5min (desta fase)  no treino “longo” de sábado.

segunda-feira: Sweet Spot – 2x25min 88-95% do FT com cadência acima da de prova.

terça-feira: Treino de estrada com o Dani Betitto. A idéia era pedalar e não importava o ritmo – só não tinha idéia que ia ser tão “pancada”. Fiz o treino da planilha dele, todo na roda... algumas séries de big gear, e váááários tiros curtos e duros (cortesia do grande Santiago Ascenço – agora eu sei porque essa galera do cerrado pedala MUITO)

quarta-feira: 2x20min FT (95-105%) foi duro... mas saiu J

quinta-feira: treino de estrada bem girado e bem relax. O Dani em polimento pro CRI da vélotech e eu de roda. Com direito a parada pra assistir a volta do estado!

sexta-feira: OFF... Eu mereço J

Sábado:  treinão bom de estrada com Ciro Violin e Luiz Eng. 100km num percurso durinho. Aproveitei uma subida mais “chata” pra dar uma testada nas pernas e consegui 390w em 5min. Ainda “fora”, mas BEM melhor do que ha 2 meses atrás!

Domingo: Hora da dor no rolo... engraçado como esse sentimento muda. Semana passada não pareceu tanto “da dor”assim, mas hoje foi de arrebentar. É o acumulo... L

Totalizando a semana com pouco mais de 11h de treinos e um TSS de 760 pontos (será que semana que vem eu consigo passar dos 800?)

LODD

O dia da REVOLTA!


O dia ontem começou excelente. 2o treino de bike na estrada, e pra minha “realização” a Volta Ciclística do Estado de São Paulo (mais recentemente nomeada de Tour do Brasil) ia passar no meu “quintal” de treinos. Acordei cedo e encontrei com o Dani Betitto no mesmo Bat-Local de sempre para começarmos o treino. A idéia era fazer o treino e depois parar no topo da nossa “serrinha” para ver a meta de montanha da etapa e tocar pra casa.

Tudo 100% dentro do previsto. Fizemos as séries (na verdade, como na terça-feira, o Dani fez as séries e eu tentei me segurar de roda J), acabamos lá pelas 9h e fomos para o final da subida esperar a passar. Depois de uns 20min de espera, chegaram os comissários que fizeram a marcação da meta de montanha. Quase nada de espera e passaram... primeiro os “escapados” e pouco mais de um minuto depois o pelotão encabeçado pelo meu amigo Adriano Martins e a equipe da Padaria Real “controlando” o bolo – Afinal de contas, eles estavam protegendo o líder da competição, o Burro (Eriberto) que é da mesma equipe... Bom, aquilo na verdade não é uma montanha. É um leve aclive que quase 4km que eu costumo usar pra fazer de marcha pesada. Num dia bom, o Adriano passa fácil ali bem acima dos 30kph (eu sei porque já passei quase cuspindo o pulmão algumas vezes na roda dele). Ontem, comandando o pelote eles estavam fácil acima dos 40... Acabou virando (como eu já imaginava) uma meta voltante!

Depois do pelote, passa a caravana... todos os carros de apoio das equipes, comissários, ambulâncias, ônibus e etc.. A Policia Rodoviária vem fechando a caravana e controlando o transito. Aqui acaba a parte boa e entra o “inevitável”.

Logo atrás do pelotão e da caravana vêm a “ditadura das 4 rodas” aquele transito infernal de carros, caminhões e etc.. Todos estressados, xingando e literalmente jogando o carro em cima de qualquer ciclista que “ainda” esteja atrapalhando a vida deles. É isso mesmo... Só faltou a gente sofrer ameaça de morte por querer atravessar a pista em meio ao caos estabelecido. Numa das tentativas, uma senhora muito “educada” acelerou a sua SUV, na qual ela se encontrava sozinha, ocupando o espaço de meio pelotão proibindo a minha travessia.

Esse é o país que vai sediar uma olimpíada. Um país onde é impossível fechar o transito num determinado local para uma prova internacional acontecer. Mas a culpa não é só da nossa falta de educação como cidadãos... A culpa está em todo lugar. Pra se ter uma idéia, a gente treina naquela estrada várias vezes por semana, toda semana, e nós que somos amantes do esporte só descobrimos que a volta passaria por ali na noite antes, através de comentários de amigos... Não, durante todo tempo que as autoridades tiveram pra se programar não foi informado nem ao público, muito menos aos motoristas estressados que o Tour passaria por aquela estrada!

Voltei pro trabalho realizado, mas revoltado.

E como se isso já não bastasse, pouco antes do almoço a rede Record que vêm fazendo uma transmissão no mínimo “questionável” do Pan 2011 resolveu dar uma mãozinha pro ciclismo, e veiculou uma matéria num de seus pasquins matutinos falando sobre a modalidade nos jogos panamericanos, e dando uma lista de preços “detalhada” de valores dos mais diversos tipos de bikes top de linha. O resultado? Agora não interessa se você é João ou José, aos olhos dos bandidos, tua bike vale perto dos 30mil reais que eles anunciaram na matéria... Estamos ferrados!!! Pelo menos os roubos a caixa eletrônico devem dar uma diminuída, né??? REVOLTANTE L

A semana passada:

Semana passada voltei ao medico. Tudo OK com o ombro, mas ainda lento. Pela cara do medico ta mais rápido do que ele previa, mas pra mim isso é bla bla bla.

Ele me liberou pra voltar aos treinos de bike na estrada, com muito cuidado e sem forçar o ritmo pra não forçar o braço... Bom, nem que eu quisesse dava! To tendo que reaprender a andar de bicicleta. Ganhar confiança, equilíbrio e força de novo! Paciência ;-)

segunda-feira: 70min Aeróbio, <75% do FT. Praticamente um “recovery”

terça-feira: 2x20min de FT cravados 95-105%. Excelente treino e continuo com o sentimento de estar “sobrando”. Bom!

quarta-feira: 70min de L3 com muita variação de ritmo. Um programinha simulando um treino de pelotão, com muita aceleração mas sem sustentar esforço por muito tempo.

quinta-feira: Treino de SST (sweet spot) 2x25min 88-94% FTP

sexta-feira: OFF

Sábado: um recorde, 3h de rolo com séries de “upper aerobic” longas. Insuportavelmente cansativo, mentalmente falando!

Domingo: Mais uma hora da dor, logo cedo no maldito horário de verão antes de ir pra SP. Hoje eu fiquei cansado pacas!

Total da semana: 10 horas e um TSS acumulado de quase 600 pontos... Evolução boa e constante!

LODD