É realmente uma pena... Espero que os dois consigam reaver suas bikes, mas acima de tudo que peguem esses CANALHAS!
Mais uma bike roubada em Jurerê Internacional.
É realmente uma pena... Espero que os dois consigam reaver suas bikes, mas acima de tudo que peguem esses CANALHAS!
Caminhando a passos...?!?!
Divulgando (infelizmente)
Pessoal, foi roubada hoje (dia 11/09) em Jurerê Internacional a bike pronta pra competir da minha amiga e atleta Ana Lidia Borba, conforme descrição:
Coisas boas... coisas não tão boas...

Semana bem movimentada essa… os treinos estão evoluindo, alguma sombra do “velho LODD” está aparecendo no horizonte (bem distante ainda) e nada como assistir e participar da evolução. Lógico que, como eu comentei aqui algumas semanas atrás – do fundo do poço só tem um caminho: pra cima… E pra cima estou indo!
Pra agitar as coisas, essa semana retornei no médico (6 semanas após a cirurgia) e as notícias são… razoáveis. A clavícula continua alinhada, nenhum problema com a placa nem os parafusos, e os calos estão sendo formados no rítmo esperado (pelo médico, não por mim L). A evolução está satisfatória, embora eu ache “satisfatório” pouco… Mas vou lutar com as armas que tenho, não com as que gostaria de ter!
O excelente é: ESTOU LIVRE DA PORRA DA TIPÓIA! Aquele “apêndice” que andava infernizando a minha existência foi devidamente “cremado” na noite do dia 31 de agosto! Incrível como uma coisa tão simples pode tirar um peso (literal) de nossas costas! Além do mais, o médico me liberou pra voltar a pedalar no rolo (hahaha valeu hein J) e disse que se for em terreno onde não há risco de cair, eu posso voltar a correr – Mas a pergunta que ficou é: Eu quero voltar a correr?!?
Quanto ao retorno dos treinos de pedal ao ar livre, esses ainda vão ter que esperar. Primeiro, porque meu braço ainda está sem força e muito provavelmente sem a reação necessária pra coordenar os movimentos na estrada. Depois, porque os calos ósseos ainda estão em formação e qualquer batida, tombo, etc.. pode avacalhar tudo de novo!
Natação… nem pensar… e essa eu tô achando que só de dezembro pra frente. Mas começo fisioterapia essa semana!
Aproveitei essa semana também pra subir na bike de CRI novamente… Desde o brasileiro de CRI que a gente não “se via”. E fiz o treino de sexta feira com ela. A boa notícia foi que eu consegui apoiar no clipe sem problemas e com zero de dor no ombro e CONTINUO conseguindo gerar mais potência nessa posição… A má notícia é que eu não consigo mais ficar na posição que eu antes ficava (aero). No começo tentei me convencer que era falta de alongamento, mas a verdade nua e crua é que minha barriga e minha coxa estavam infelizes se batendo o tempo todo! Por hora volto à bike de estrada, e vou ter que perder algumas “arrobas” pra tentar a bike de CRI de novo.. L
Voltar a ter algum apoio nos braços começou a facilitar minha vida nos treinos. Eu sempre falo pra todo mundo que pedala comigo pra relaxar a musculatura do braço enquanto pedala, pois na verdade elas acabam gastando muita energia. Mais recentemente descobri que esse “relaxamento” dos membros superiores ajudam a se livrar do acúmulo de acido lático (prometo que acho a referência e posto aqui depois). A maior parte da produção de força durante a pedalada deve vir das pernas, com origem no “core” (abdomem e lombar). Mas ficou claro que essa pouca contribuição dos braços agregam demais no resultado final. A parte boa foi que eu acabei fortalecendo lombar e abdomem por conta dessas 3 semanas inicias “sem os braços”.
Treinos da semana:
Segunda-feira: foi um dia leve, 70min de giro bem sossegado com bastante educativos pra compensar o treino de domingo que tinha sido bem puxado.
Terça-feira: O bom e velho arroz com feijão, só que comecei a aumentar o tempo da série, totalizando 2x25min cravados à 80% do FTP com cadência intermediária (84-88RPM)
Quarta-feira: Primeiro treino de progressão à “Hour of Pain”. Foram 30min mantendo a potência 88-92% do FTP com acelerações de 25s a cada 3min à 115% do FTP. Treino bom, bem feito mas que promete endurecer demais a hora que passar dos 45min! Muito trabalho de variação de potência e cadência.
Quinta-feira: Repeteco da sessão aerobia da semana passada. 2x32min 220-240w alternando cadência a cada 4min – e incrível, mas já começo a me sentir confortável em cadências elevadas. (Minha galera de pista que vai gostar disso rs)
Sexta-feira: Primeiro (de muitos) treinos de “Sweet Spot”. 2x20min com carga variável de 88-94% do FTP. Esse é o melhor “custo x benefício” pra aumento de FT. Não “detona” tanto como um treino a 100% e surte quase o mesmo efeito. Vamos ver como evolui. Cadência alta.
Sábado: Esse foi com certeza o treino mais “duro” até hoje. Tanto mental como fisicamente. Acabou sendo um “step” acima do treino de domingo passado. Ao todo, contando com a calibragem do computrainer foram 2h20min com uma intensidade media de 85%, gerando uma potência normalizada de 271w e um TSS de mais de 160pontos. O treino consistiu de 3 séries de 20min (contra as de 15min de domingo passado) e depois um trabalho de pirâmide subFT/FT/SupraFT. Excelente treino pra fechar a semana e dar confiança.
Domingo: programado um off, mas um infeliz me convenceu a correr 30min. Nem preciso dizer a cagada que isso foi. Minha 2a corrida desde o IM e doeu mais que aqueles ultimos 10km do dia 29 de maio. Não estou pronto pra voltar a correr ainda!
Geral da semana: 8h30min de pedal, TSS acumulado de 505 pontos. Fechando com um TSB de -25 pontos de domingo pra segunda, mas que chegou num “vale” de -35 de sábado pra domingo. 26% em L3; 17% em L4; e só 3% em L5… Mais duas semanas assim e eu tô pronto pra “mudar de faixa” J
LODD
Sobre "Treinos no Rolo"
Segunda semana e já começo a me sentir "gente" em cima da bike de novo.
O treino no rolo tem lá seus méritos... Afinal de contas, onde mais a gente pode passar um treino inteiro podendo se preocupar somente com coisas simples (mas que fazem muita diferença) como mecânica da pedalada, aplicação de força correta, movimentos circulares, etc.. e ainda fazendo isso em todo tipo de intensidade?
Essa semana troquei alguns e-mails com o Felipe Amante de SP, que como alguns outros “leitores” expressaram uma preocupação por não conseguir reproduzir nos treinos no rolo a mesma potência obtida na estrada. É uma preocupação legítima, já que na verdade não se consegue.
Pra mim, os principais motivos para isso são:
- Falta de inércia: a maioria dos rolos falta a inércia natural de se pedalar na estrada. Pelo fato da natureza de tal equipamento ser a de gerar uma resistência constante, toda vez que diminuímos a força aplicada aos pedais, o rolo tende a parar. Isso se torna um problema nos “pontos mortos” do ciclo, fazendo com que tenhamos que vencer a resistência cada vez que falhamos na aplicação de força. O quanto isso influencia, vai depender do tipo de rolo e da biomecânica de cada atleta, mas pra mim é um dos fatores que mais influencia a sensibilidade dos treinos indoor.
- Falta de condicionamento ao esforço constante: Isso eu vejo já com atletas que fazem uso do velódromo pela primeira vez. Todos acham mais “duro” pedalar num velódromo. Simplesmente porque durante toda nossa vida de ciclistas fomos condicionados a variação de intensidade ditadas por terreno, vento, etc.. Em resumo, um esforço mais constante requer uma certa adaptação do atleta.
- Falta de ventilação: Esse, pra mim é um dos que mais pega. Mas é altamente variável de atleta para atleta, e provavelmente atletas menores, com números de potência absoluta menores (e consequentemente menor trabalho mecânico) tendem a sentir menos. Eu faço meus treinos na hora menos quente do dia, as vezes com dois vetiladores, me hidratando horrores e mesmo assim sinto muito a falta de vento “de verdade” na cara.
- Fator “saco cheio”: Também é altamente variável. Tem gente que consegue ter foco pra passar horas no rolo. Eu particularmente tenho que quebrar os treinos, e se eles forem longos (mais que 2h no rolo é uma eternidade) divido em duas sessões de treino separadas no mesmo dia.
Por isso tudo, embora um watt seja um watt em qualquer condição, terreno ou lugar. É difícil para muitos (inclusive pra esse que vos escreve) reproduzir no rolo as intensidades conseguidas na estrada. Já li em listas de discussão na internet, alguns atletas (gringos, pois eles usam muito mais o rolo do que nós, ou pelo menos vocês rsrs) que definem novos números para o treino no rolo. Eu não acho que seja esse o caso. Eu simplesmente uso os mesmos números e tento fazer o meu melhor. O que acaba acontecendo é que. Uma vez que eu equalizo minha potência no rolo com as vistas na estrada, assim que eu vou testar na estrada esses números subiram. Provavelmente pelo ganho biomecânico que se tem de pedalar no rolo.
Conforto
Essa semana também tive a felicidade de poder comprar dois bretelles novos da Mynd Sportswear para os treinos. Eu já vinha usando somente as bermudas de triathlon deles para os meus treinos de pedal, e vinha experimentando um nível de conforto absurdo com as peças deles. Mas pela natureza dos meus treinos - Todo tempo que eu passo no rolo, é com a bunda no selim, sem poder levantar pra nada por causa do braço que ainda não pode apoiar peso – eu precisava de um pouco mais de forro nas bermudas. Os bretelles, assim como as bermudas de triathlon continuam vestindo como uma segunda pele, e facilitam horrores a vida em cima do selim.
Dica pra quem ta procurando coisa de qualidade! Eu particularmente era um usuário Pearl Izumi, e já não consigo mais me re-adaptar aos “gringos”.
Eu sei que esse negócio de bermudas e forros de ciclismo é “literalmente” que nem bunda, mas quem estiver descontente com o que ta usando eu recomendo!
(*) antes que perguntem, não sou patrocinado nem nada. Fiquei sim muito amigo do Cláudio (Mynd) depois que conheci os produtos e principalmente a filosofia por trás da marca.
Por fim, os treinos da semana:
Essa semana eu incluí mais um treino que vai passar a ser “chave” neste ciclo de treinos para tentar reestabelecer o condicionamento perdido. O treino de quinta-feira passa a ser parte integrante nas próximas semanas, procurando aumentar intensidades e duração, até chegar a 1h de série no FTP (a famosa versão da "hour of pain" do Bill Black).
segunda-feira: 2x20min isopower @ 80% do FTP. Mais do arroz com feijão desta vez trabalhando cadência acima dos 90RPM
terça-feira: o primeiro trabalho de Vo2 – o que ainda não é nem de perto uma prioridade neste período, mas vai ser usado esporadicamente para ajudar no condicionamento, historicamente eu preciso de estímulo curtos de Vo2 para ajudar na adaptação dos treinos de FT, e em fazendo isso eu tenho uma resposta mais rápida de adaptação a novas intensidades. 6x3min variáveis de 106-120% FTP com 3min de recuperação. Bom treino.
quarta-feira: 1h de giro leve com bastante trabalho educativo (on leg drill)
quinta-feira: 45min em L3 com uma aceleração de potência neuromuscular (10 segundos @ 400w+ a cada 3min). Treino excelente de adaptação à intensidade, uma vez que a não tem recuperação. Depois do trecho de alta potência, retorno à intensidade moderada-alta. Ótimo treino pra provas de circuito (vira e arranca) J
sexta-feira: Pela manhã uma série aeróbia de 2x32min em L2 trabalhando cadência a cada 4min (65-70RPM com 90-95RPM)
A tarde, mais do mesmo: 2x20min @ 80% só que desta vez com Big Gear (60RPM)
Sábado: recovery
Domingo: replay do treino “longo” de Sábado passado. 3x15min alternando cadência e intensidade, só que desta vez fechando com 6x3min no FT.
Total da semana: 8h45min de pedal. 28% em L3; só 9% em L4 mas com 5% em L5. TSS = 490 e fechando a 2a semana com um TSB de -24 pontos.
Abs
LODD
Mui Amigo

Tempo

Com a 1a semana de treinos pra trás, já posso fechar um “balanço” dos maiores desafios. E com certeza, o mais presente deles em todos os aspectos é o tempo.
Primeiro, o tempo distante dos treinos que como eu já comentei anteriormente fez estragos significativos no meu condicionamento “ciclístico”. E nada como combater esse tempo afastado com tempo de treino. Não adianta nada querer pular na bike e em dois ou três dias querer replicar treinos e performances de alguns meses atrás. Eu estimo que pra cada dia de destreino eu precise de 2 dias de treino (bem treinado) pra recuperar o tempo perdido. Pra isso, eu fiz um bilhete que fica afixado ao lado da bike/rolo com os seguintes dizeres “Paciência, consistência, perseverança e FOCO... O tempo faz o resto”.
Outro desafio que o tempo impõe nesse período de re-treinamento é o de pecar por excesso. Mas como???
Simples. Normalmente eu treino 2-3h por dia durante a semana e mais umas 3-4h nos finais de semana – isso em dias e períodos normais, se levar em consideração época de treinos para IM os finais de semana chegam fácil a 5-6h sem contar toda a logística de pré/pós treino.
Com isso, sem fazer muito esforço eu encontrei 2h por dia de tempo “treinável” sem contar as incontáveis horas possíveis aos finais de semana (aposto que, por estar pedalando dentro de casa, eu podeira passar o dia em cima da bicicleta que a família não ia ligar muito J).
Mas o grande problema aqui, pela primeira vez não era encontrar tempo para os treinos, mas sim saber dosar esse tempo em cima da bike para que cada minuto pedalando tenha um proósito, e que eu possa subir e descer da bike o mais rápido possível, com o melhor estímulo de treino possível, para que eu possa começar a descansar e me recuperar para o treino seguinte. Em linguagem simples, nada do que os americanos chamam de “junk miles” em cima da bike. A meta nessas primeiras semanas é subir na bike, aquecer / calibrar o computrainer, fazer a parte principal do treino gerando o estímulo necessário no menor tempo possível, soltar e começar a me preparar pra próxima.
Sendo assim, meus treinos nesse período vão rodar sempre na casa dos 60-75min. Excessão feita aos finais de semana.
Treino chave:
Embora durante a semana passada o ápice dos treinos tenha sido o teste para saber o “ponto de partida”, eu acredito que tenha encontrado aquele que vai ser o “arroz com feijão” dessas primeiras semanas. Um treino altamente efetivo para re-estabelecer uma base aeróbia, que consiste em nada mais do que 2x20min a 80% do FTP (vulgo L3 ou “Tempo Training”). Em teoria esse treino não é nem um pouco duro, visto que dá pra se passar de 2-3 horas nessa intensidade se o atleta se hidratar e se alimentar corretamente, e estiver bem treinado... E propositalmente não é pra ser um treino que exija muita recuperação. Pra mim é o treino que vai fazer a diferença em reestabelecer minha base aeróbia sem eu ter que passar de 2-3h em cima da bike por vez em L1-L2.
O que faz desse treino um excelente estímulo? Todo mundo que treina com potência sabe que dá pra se fazer treinos muito mais longos com a potência media nessa zona, mas quero saber quantos conseguem ficar essas horas “cravados” em “x” watts – pois normalmente um treino de L3 padrão é constituído de trechos em L4-L5 contrabalanceados por L1-L2 além dos trechos na zona específica de L3 – É o famoso pedal em grupo, com a galera. No caso específico dos meus treinos, eu programo o computrainer para cravar os 80% durante os 20min e fico lá. Mais ou menos como se estivesse treinando na beira do precipício, só que devidamente monitorado. E aí, as únicas variações que eu faço são em cima de cadência, hora fazendo os intervalos em Big Gear, hora fazendo com giro alto... mas sempre cravando a potência. Por isso a importância de ter testado antes.
O Training Peaks possui um programa (foto acima) que cria treinos para o Computrainer no modo ergométrico, quer dizer, tudo que eu preciso fazer após criar o treino é pedalar.
Treinos da 1a semana:
segunda-feira: Treino leve, 50-60% do FTP já que eu tinha pedalado no domingo (mais forte do que devia) e as pernas precisavam de um break para o teste de terça.
terça-feira: Teste de FTP comentado a fundo no último post.
quarta-feira: primeiro dia do “arroz com feijão” – 2x20min @ 255w e cadência baixa (60-65RPM)
quinta-feira: treino regenerativo, leve e com educativos (algumas séries de “one leg drill” e trechos de alta cadência)
sexta-feira: segundo treino do “arroz com feijão” (nesse primeiro mês vou ver muitos dele) – 2x20min @ 255w e cadência alta (92+RPM)
Sábado: dia “longo” com dois treinos...
Manhã: 1h45min com 3x15min variando intesidade e cadência – 1o a 60RPM e intensidade progressiva; 2o 88-90RPM em subFT; 3o 100+RPM em intensidade baixa e descendente. E fechando com 5 estímulos de 3min FT c/ 3min de descanso.
Noite: parti para mais uma sessão de 1h15 com uma série de 15min @ 85% seguido de uma série longa de educativos.
Domingo: off.
Total da semana: 8h de treino, TSS acumulado de 436 pontos e 6228Kj
24,5% em L3 e 10,4% em L4 – a idéia é progredir o tempo nessas intensidade com o decorrer dos treinos.
LODD
